
TIPOS DE OPERADORA · FILANTROPIA
Plano de saúde filantropia
A filantropia é o menor dos cinco tipos de operadora que a ANS registra: 616 planos ativos. E é a que mais vende para quem contrata sozinho — 137 deles são individuais ou familiares.
Aqui você vê o que é filantropia, até onde ela cobre e o que perguntar. Assim a conversa começa pela pergunta que decide, e não pelo preço.
- 616 planos ativos, de 33 operadoras
- 22,2% são individuais ou familiares
- 98,5% cobrem só a própria região
Operadoras registradas e fiscalizadas pela ANS, conforme a Lei 9.656/1998.
22,2% dos 616 planos de operadora filantrópica são individuais ou familiares, a maior fatia entre as cinco modalidades que a ANS registra
- Unimed
- Amil
- Bradesco Saúde
- SulAmérica
- Hapvida
- NotreDame Intermédica
- Porto Seguro
- Golden Cross
Quanto existe de plano de saúde filantropia, e para quem ele abre
Filantropia é uma das cinco modalidades em que a ANS classifica as operadoras de plano de saúde — e modalidade, aqui, quer dizer o tipo de registro da empresa na agência, não o tipo de contrato. São entidades sem fins lucrativos, em geral ligadas a um hospital de comunidade, e na base de produtos da ANS elas respondem por 616 dos 23.434 planos ativos do país, em 33 operadoras. É a menor oferta das cinco. Também é a que mais oferece plano para pessoa física: 137 desses planos, 22,2% da modalidade, são individuais ou familiares, contra 10,3% no país inteiro. O alcance, porém, é curto: 607 dos 616 cobrem um município ou um grupo de municípios.
- 616planos de operadora filantrópica ativos, de 23.434 no país
- 137planos individuais ou familiares, a maior fatia entre as cinco modalidades
- 98,5%cobrem um município ou um grupo de municípios, não o país
- 33operadoras filantrópicas com plano ativo registrado na ANS
- Você diz onde mora e quem vai entrar no planoA cidade decide quais operadoras aparecem, e quem entra decide o tipo de contrato: individual ou coletivo.
- O corretor busca os planos de todas as modalidadesA casa da sua região pode ser uma delas, e a proposta só serve se mostrar as outras ao lado.
- Você recebe a proposta no WhatsAppCada plano chega com a carência, os hospitais e o preço para as idades que você informou.
Sem compromisso: peça a sua proposta agora e decida com calma.
O que a ANS registra como plano de saúde filantropia
Filantropia, aqui, é o tipo de registro da operadora na agência — não o preço do plano nem o tamanho da rede.
A ANS não registra operadora de plano de saúde em bloco. Ela põe cada uma numa modalidade, e são cinco no recorte médico-hospitalar: medicina de grupo, cooperativa médica, seguradora, autogestão e filantropia. Quem trata da definição, da segmentação e da classificação das operadoras é a RN 531/2022 da ANS, de maio de 2022, e é dela que vem essa divisão.
O que põe uma operadora na modalidade filantropia é a natureza da entidade: ela não tem fins lucrativos. Na prática brasileira isso costuma significar uma casa de saúde de comunidade que decidiu vender também plano próprio, em vez de só atender quem chega por outro caminho. O hospital é anterior ao plano, e não o contrário — e é isso que explica tudo o que vem depois.
Na base de produtos da ANS a modalidade aparece como a menor das cinco: 616 planos ativos, em 33 operadoras, de 23.434 planos ativos no país. É oferta pequena, e pequena não quer dizer pior: quer dizer que a chance de a casa da sua cidade estar entre essas 33 é menor do que a conversa de vizinho sugere. Diga a cidade ao corretor, e a sua proposta mostra se ela vende plano ali.
Uma coisa a modalidade não muda: o que o plano é obrigado a cobrir. A cobertura mínima vem do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, e os prazos máximos de carência vêm da Lei 9.656/1998. Operadora filantrópica, cooperativa ou seguradora cumpre a mesma régua. O que muda de modalidade para modalidade é quantos planos existem e onde valem, não o direito de quem assina.
ANS, base de produtos da saúde suplementar, apurada em 30 de setembro de 2026; considera planos de situação ativa, exceto os exclusivamente odontológicos. RN 531/2022 da ANS, que dispõe sobre a definição, a segmentação e a classificação das operadoras de planos de assistência à saúde.
Quem contrata sozinho encontra mais plano de saúde filantropia
São 137 dos 616 planos da modalidade: a maior fatia individual entre as cinco que a ANS registra.
A base da ANS guarda, em cada plano, como ele se contrata. Nos 616 planos de operadora filantrópica, 137 são individuais ou familiares — 22,2% da modalidade. Os outros 479 se dividem entre os dois tipos coletivos, o empresarial e o por adesão, que juntos fazem 77,8%.
O número só ganha sentido com o país do lado. De todos os planos ativos, apenas 10,3% são individuais ou familiares: 2.411 de 23.434. Ou seja, a modalidade filantropia reserva à pessoa física mais que o dobro dessa proporção. E ela é a primeira das cinco nesse recorte: a cooperativa médica tem 13,7% dos seus planos no individual, a medicina de grupo 9,8%, e na seguradora e na autogestão não há plano individual ativo.
Para quem não tem CNPJ, essa é a notícia útil da modalidade. O plano individual é o mais escasso do país; onde existe casa filantrópica com plano registrado, a oferta dela é, em proporção, a que mais guarda espaço para pessoa física. Não é garantia, porque cada operadora decide o que registra e onde vende — é onde vale perguntar primeiro.
E vale dizer o que o número não diz. Fatia grande dentro de oferta pequena continua sendo pouca coisa: 137 planos individuais no país inteiro são poucos, e quase toda a modalidade cobre só a própria região. Se a casa da sua cidade tiver plano individual, vale conferir até onde ele alcança — e é por isso que a próxima pergunta é sobre a área de cobertura.

ANS, base de produtos da saúde suplementar, campo de tipo de contratação, apurada em 30 de setembro de 2026: 137 planos individuais ou familiares entre os 616 ativos da modalidade filantropia, e 2.411 entre os 23.434 ativos do país.
O calendário do contrato individual, na filantropia e em qualquer operadora
Vigência mínima de um ano, e rescisão só por atraso acima de sessenta dias — com aviso antes.
Quem contrata sozinho ganha, na lei, uma proteção que o contrato coletivo não tem. O parágrafo único do artigo 13 da Lei 9.656/1998 dá ao plano contratado individualmente vigência mínima de um ano e veda a recontagem de carências. O contrato se renova sozinho no vencimento, e nada pode ser cobrado no ato da renovação.
O mesmo parágrafo veda a suspensão e a rescisão unilateral do contrato. As exceções são duas, e são estreitas: fraude, ou não-pagamento da mensalidade por período superior a sessenta dias, consecutivos ou não, nos últimos doze meses de vigência. Repare no detalhe que muda tudo: os dias não precisam ser seguidos, e a janela de contagem é o ano corrido.
E há uma condição a mais, que vale conhecer. Mesmo nessa hipótese de atraso, a lei só admite a rescisão se o consumidor tiver sido notificado, de forma comprovada, até o quinquagésimo dia de atraso. Durante internação do titular, a rescisão unilateral é vedada em qualquer caso. É um calendário que corre sozinho, e quem o conhece não perde o plano por descuido de boleto.
Lei 9.656/1998, artigo 13, caput e parágrafo único, incisos I, II e III, na redação dada pela Medida Provisória 2.177-44/2001. Texto compilado no Planalto, lido em 30 de setembro de 2026.
Até onde cobre um plano de saúde filantropia
Dos 616 planos da modalidade, só 9 atendem o país inteiro.
Abrangência geográfica é um campo do registro do plano: é a área em que a operadora se comprometeu a dar atendimento. Ela tem cinco valores possíveis na base da ANS — municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados e nacional —, e os planos filantrópicos ocupam só três deles.
São 351 planos de grupo de municípios e 256 municipais. Juntos, 607 dos 616, ou 98,5% da modalidade. Nacionais são 9, o que dá 1,5%. E não existe um único plano filantrópico ativo registrado como estadual nem como grupo de estados — duas das cinco áreas simplesmente não aparecem.
Isso é coerente com o que a modalidade é. A casa de saúde nasceu numa cidade, a rede é a dela e a dos prestadores que ela contratou por perto, e o plano registrado descreve esse alcance. Pela base, esses planos servem bem a quem vive e se trata na região, e pouco a quem circula por outras.
A consequência prática é uma pergunta, e ela precisa ser feita antes de assinar, não depois: a área registrada do plano cobre as cidades onde você costuma estar? Férias na casa de parente em outro estado, filho estudando fora, trabalho que roda a região — em qualquer desses casos, a área de cobertura deixa de ser linha de contrato e passa a ser conta de hospital.
| Área de cobertura registrada | Planos ativos de filantropia |
|---|---|
| Grupo de municípios | 351 |
| Municipal | 256 |
| Nacional | 9 |
| Estadual | nenhum plano registrado |
| Grupo de estados | nenhum plano registrado |
| Soma da modalidade | 616 |
ANS, base de produtos da saúde suplementar, campo de abrangência geográfica, apurada em 30 de setembro de 2026. Considera planos de situação ativa, exceto os exclusivamente odontológicos.
Rede pequena: o que perguntar antes de assinar na filantropia
A pergunta que decide não é se a casa é boa. É quem mais atende ali além dela.
Uma operadora ligada a um hospital de comunidade tende a ter rede curta e concentrada: o próprio hospital, as clínicas e os laboratórios da região que ela credenciou. Para o dia a dia de quem mora ali, isso costuma ser bom — consulta perto, exame no mesmo lugar, gente que você conhece no balcão. O ponto cego aparece quando o atendimento que você precisa não existe na lista.
Há um direito que ajuda e que pouca gente conhece. A regulação da garantia de atendimento manda a operadora garantir o atendimento no município onde o beneficiário o demanda, dentro da área de abrangência do plano. E, não havendo prestador naquele município, ela precisa garantir o atendimento em outro município e arcar com o deslocamento do beneficiário. Isso não é cortesia: é obrigação da operadora.
Isso muda a conversa, porque desloca a pergunta do abstrato para o concreto. Em vez de perguntar ao corretor se a rede é boa, pergunte o que acontece quando ela não tem. A resposta boa vem com nome de prestador e com o caminho da autorização; a resposta ruim vem com adjetivo.
São quatro as perguntas que valem por escrito, e nenhuma delas pede opinião: todas pedem fato que a operadora já tem registrado em algum lugar. Faça as quatro antes de assinar e guarde a resposta.
| A pergunta | O que a resposta mostra |
|---|---|
| Qual é a abrangência registrada deste plano na ANS? | Se o plano vale só no município, num grupo de municípios ou no país. É campo de registro, então existe resposta exata. |
| Quais hospitais e laboratórios estão na rede, hoje, na minha cidade? | O tamanho real da rede perto de você, que é diferente do tamanho da rede no papel da operadora. |
| O que acontece quando o procedimento não existe na rede daqui? | Se a operadora conhece a própria obrigação de atender noutro município e arcar com o deslocamento. |
| Esta operadora oferece plano individual ou só coletivo? | Se essa operadora vende para o seu caso, antes de você gastar tempo com proposta que não serve. |
RN 566/2022 da ANS, que dispõe sobre a garantia de atendimento dos beneficiários de plano privado de assistência à saúde. Os prazos máximos variam por tipo de atendimento e devem ser conferidos no texto da norma.
Filantropia não quer dizer plano de saúde barato
A base registra o tipo de operadora. Preço não é campo de registro.
A palavra engana, e é bom dizer isso com clareza: a modalidade filantropia descreve a natureza jurídica da entidade que opera o plano, e nada mais. Não existe, na base de produtos da ANS, campo de preço, de desconto ou de gratuidade. Quem promete plano barato por ser de casa filantrópica está afirmando o que a fonte não diz.
O que forma o preço de qualquer plano, em qualquer modalidade, é outro conjunto de coisas: a idade de cada pessoa incluída, o município, a rede credenciada, a segmentação da cobertura, a acomodação na internação e a existência ou não de cobrança por uso. A variação por idade segue as dez faixas da RN 563/2022 da ANS, a última delas começando em 59 anos ou mais, e essas faixas valem igual para todas as modalidades.
No outro sentido a notícia é boa, e pelo mesmo motivo. Como a modalidade não muda o preço, ela também não muda a cobertura: o plano de uma operadora filantrópica cobre o que o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde manda cobrir, nos termos da RN 465/2021 da ANS e da Lei 14.454/2022, que tirou do Rol o caráter taxativo puro. E os prazos máximos de carência são os da Lei 9.656/1998: até 24 horas para urgência e emergência, até 180 dias para os demais casos e até 300 dias para parto a termo.
Na prática, ser filantrópica não faz a operadora mais barata nem mais generosa na cobertura; faz dela, quase sempre, a opção mais próxima de casa. Isso vale dinheiro de outra forma — em deslocamento, em tempo e em conhecer quem atende —, e é esse valor que se compara com o de uma operadora de rede maior.
Lei 9.656/1998, artigo 12, inciso V; RN 563/2022 da ANS, sobre variação de preço por faixa etária; RN 465/2021 da ANS e Lei 14.454/2022, sobre o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
Como o plano de saúde filantropia cobra pelo uso
Em 424 dos 616 planos a cobrança registrada é coparticipação.
Fator moderador é o nome técnico de uma coisa simples: a cobrança que o plano faz quando você usa. Pode ser coparticipação, que é um percentual ou um valor fixo por consulta, exame ou internação; pode ser franquia, que é um valor que corre por conta do beneficiário antes de a operadora pagar; e pode não haver nenhuma das duas. O campo está no registro de cada plano.
Nos planos filantrópicos a coparticipação domina: 424 dos 616 planos, 68,8% da modalidade, registram coparticipação sem franquia. Em 110 planos não há cobrança nenhuma por uso — mensalidade e ponto. Os demais registram franquia, sozinha ou somada à coparticipação.
Para quem está decidindo, o que isso significa é que a mensalidade sozinha não serve de comparação. Dois planos com a mesma mensalidade podem custar muito diferente no ano, dependendo de quanto cada um cobra por consulta e por exame — e quem usa muito o plano paga a diferença sem perceber, porque ela chega parcelada, mês a mês.
A pergunta ao corretor é de duas partes, e as duas respostas precisam vir por escrito: o que exatamente é cobrado por uso, e se existe um teto para essa cobrança no período. O campo do registro diz que a cobrança existe; quanto ela é, e até onde ela vai, está no contrato.
ANS, base de produtos da saúde suplementar, campo de fator moderador, apurada em 30 de setembro de 2026: 424 planos com coparticipação e 110 sem cobrança por uso, entre os 616 ativos da modalidade filantropia.
Onde a pessoa física encontra plano, em cada modalidade de operadora
Quanto dos planos de cada modalidade é individual ou familiar, na base da ANS.
| Modalidade da operadora | Planos ativos da modalidade | Fatia individual ou familiar |
|---|---|---|
| Filantropia | 616 | 22,2% |
| Cooperativa médica | 7.217 | 13,7% |
| Medicina de grupo | 13.134 | 9,8% |
| Autogestão | 851 | nenhum plano individual ativo |
| Seguradora | 1.616 | nenhum plano individual ativo |
| Todas as cinco modalidades | 23.434 | 10,3% |
Apurado na base de produtos da ANS em 30 de setembro de 2026, com planos de situação ativa, exceto os exclusivamente odontológicos. A fatia é a proporção de planos individuais ou familiares dentro da própria modalidade, e não a participação de uma modalidade no total do país. A modalidade da operadora não altera a cobertura obrigatória nem os prazos máximos de carência, que valem igual para as cinco.
Erros de quem procura plano de saúde filantropia
- Achar que filantropia quer dizer plano baratoA base da ANS registra o tipo de operadora, não o preço. Não existe campo de valor, de desconto ou de gratuidade em registro de plano.
- Supor que a casa de saúde da cidade tem plano registradoTer hospital na cidade não é a mesma coisa que ter plano. São 33 as operadoras filantrópicas com plano ativo no país, e a maioria das cidades não tem nenhuma.
- Comparar só com o que a casa da região ofereceSão 616 planos de filantropia contra 23.434 ativos no país. Sem as outras modalidades na mesa, não há comparação — há uma proposta só.
- Assumir que o plano local atende fora da cidadeApenas 9 dos 616 planos da modalidade são nacionais. Confira a abrangência registrada antes de assinar, e não na véspera da viagem.
- Não perguntar se aquela casa vende plano individualÉ a modalidade com a maior fatia individual das cinco, mas cada operadora decide o que registra. A pergunta leva um minuto e economiza uma proposta inútil.
- Olhar a mensalidade e ignorar a cobrança por usoEm 424 dos 616 planos da modalidade a coparticipação está registrada. Ela não aparece na primeira conta, aparece em todas as outras.
Plano de saúde filantropia: a casa da região ao lado das outras
Você diz a cidade, se tem CNPJ e quem entra. O corretor busca os planos que atendem ali, da operadora filantrópica e das outras modalidades, e entrega as propostas lado a lado — inclusive quando a conclusão é que a casa da região é a melhor escolha para você.
Números da modalidade, com fonte
Os 616 planos, as 33 operadoras e a área que cada plano cobre saem da base de produtos da ANS, apurada em setembro de 2026.
Uma proposta só não é comparação
Você recebe os planos que atendem a sua cidade, da casa filantrópica, se ela vender ali, e das outras operadoras.
As quatro perguntas respondidas
Um corretor habilitado responde por escrito o que decide: a área, os hospitais, o que acontece fora da rede e se há plano individual.
Proposta pelo WhatsApp
A resposta chega por escrito, com o preço de cada plano para a idade de cada pessoa.
Perguntas frequentes sobre plano de saúde filantropia
As dúvidas de quem ouviu falar da casa de saúde da própria cidade, com o registro da ANS na mão.
A santa casa da minha cidade tem plano de saúde?
Pode ter, e dá para conferir. Operar plano de saúde exige registro próprio na ANS, separado do registro do hospital, e no país inteiro são 33 as operadoras filantrópicas com plano ativo, somando 616 planos. Ou seja, a maioria das cidades não tem uma. Sem esse registro, o que existe é atendimento hospitalar, não plano. Diga a sua cidade e receba os planos que atendem ali: se a casa vender plano, ele entra na comparação.
O que é uma operadora filantrópica de plano de saúde?
É uma entidade sem fins lucrativos que opera plano de saúde, em geral ligada a um hospital de comunidade. Filantropia é uma das cinco modalidades em que a ANS classifica as operadoras no recorte médico-hospitalar, ao lado de medicina de grupo, cooperativa médica, seguradora e autogestão. A norma que dispõe sobre a definição, a segmentação e a classificação das operadoras é a RN 531/2022 da ANS.
Plano de saúde filantrópico é mais barato?
Não há como afirmar isso pela base da ANS, porque ela não registra preço — registra o tipo de operadora, a cobertura, a área de atendimento e a forma de contratação. O preço de qualquer plano se forma pela idade de cada pessoa, pelo município, pela rede, pela segmentação, pela acomodação e pela cobrança por uso. O preço sai pelas idades de quem entra e vem na sua proposta: informe as idades e receba o preço de cada plano.
Pessoa física pode contratar plano de operadora filantrópica?
Em muitos casos sim, e essa é a particularidade da modalidade: 137 dos seus 616 planos ativos são individuais ou familiares, 22,2% do total. É a maior fatia individual entre as cinco modalidades — na cooperativa médica é 13,7%, na medicina de grupo 9,8%, e na seguradora e na autogestão não há plano individual ativo. Mas cada operadora decide o que registra, então a resposta muda de cidade para cidade: peça uma proposta para pessoa física.
O plano de uma operadora filantrópica atende em outras cidades?
Quase sempre não. Dos 616 planos da modalidade, 351 têm abrangência de grupo de municípios e 256 são municipais — 607 ao todo, ou 98,5% da modalidade. Nacionais são 9. E não há nenhum registrado como estadual ou como grupo de estados. O que vale é a abrangência que está no registro do plano: pergunte ao corretor a de cada plano antes de assinar.
Quantas operadoras filantrópicas de plano de saúde existem?
Com plano ativo registrado na base de produtos da ANS, 33 — e elas somam 616 planos. É a menor das cinco modalidades em número de planos. A contagem considera planos de situação ativa, fora os exclusivamente odontológicos, e foi apurada em 30 de setembro de 2026.
A cobertura de um plano filantrópico é menor?
Não por ser filantrópico. A cobertura mínima obrigatória é a mesma para todas as modalidades: vem do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, nos termos da RN 465/2021 da ANS e da Lei 14.454/2022, que tirou do Rol o caráter taxativo puro. O que varia de plano para plano é a segmentação registrada — ambulatorial, hospitalar, com ou sem obstetrícia — e a rede credenciada, não a modalidade da operadora.
Plano de operadora filantrópica tem carência?
Tem, como qualquer plano. Os prazos máximos são os da Lei 9.656/1998, artigo 12, inciso V: até 24 horas para urgência e emergência, até 180 dias para os demais casos e até 300 dias para parto a termo. Cada operadora pratica a sua carência dentro desses tetos: peça a proposta e compare a carência de cada plano.
Filantropia e autogestão são a mesma coisa?
Não. São duas modalidades diferentes no registro da ANS. A autogestão é a entidade que opera plano para o próprio grupo — empregados de uma empresa, associados de uma entidade — e isso aparece na base: dos seus 851 planos ativos, nenhum é individual ou familiar. Na filantropia o plano individual existe, e é justamente nele que a fatia é a maior das cinco modalidades.
A operadora pode cancelar o meu plano individual?
Só por fraude ou por atraso. No plano individual ou familiar, a Lei 9.656/1998, no parágrafo único do artigo 13, veda a suspensão e a rescisão unilateral do contrato, salvo por fraude ou por não-pagamento da mensalidade por período superior a sessenta dias, consecutivos ou não, nos últimos doze meses de vigência — e, ainda assim, só se o consumidor for comprovadamente notificado até o quinquagésimo dia de inadimplência. O mesmo parágrafo veda a rescisão unilateral durante internação do titular.
O reajuste de um plano individual filantrópico tem teto da ANS?
O índice máximo de reajuste anual publicado pela ANS alcança os planos individuais e familiares, e a modalidade da operadora não muda isso: valendo para o plano individual, vale igual numa operadora filantrópica. Nos planos coletivos, empresarial e por adesão, esse teto não existe: com menos de 30 pessoas, a operadora aplica um percentual único para o grupo (RN 565/2022); a partir de 30, o reajuste sai da negociação com quem contratou.
Como eu confiro se uma operadora é filantrópica?
A modalidade é informação do registro da operadora na ANS, e a própria operadora é obrigada a informar o número de registro dela. Com esse número, a classificação aparece nos dados públicos da agência. Peça ao corretor, por escrito, o registro de cada operadora da sua proposta, junto com a abrangência de cada plano.
Vocês são uma operadora de plano de saúde?
Não. Atuamos na intermediação: um corretor habilitado monta a sua proposta com planos de operadoras registradas na ANS. Você não paga nada ao corretor: quem remunera a corretagem é a operadora do plano que você escolher.
Receba a proposta com as operadoras da sua cidade
No seu WhatsApp chegam os planos registrados onde você mora, da casa filantrópica e das outras modalidades, com o preço para cada idade, a carência e os hospitais.