
COMO SE PAGA · LIVRE ESCOLHA DE MÉDICO
Plano de saúde com livre escolha de médico
Consultar um médico fora da rede do plano e pedir o dinheiro de volta tem nome na ANS: livre escolha de prestador. Falta em 19.408 dos 23.434 planos ativos.
Aqui você vê as quatro respostas, onde ela existe e o que pedir. Assim você pede a proposta já sabendo o que o contrato precisa dizer.
- 4.026 planos preveem alguma livre escolha
- 82,8% dos planos do país não preveem nenhuma
- 86 planos individuais, de 2.411
Operadoras registradas e fiscalizadas pela ANS, conforme a Lei 9.656/1998.
82,8% dos 23.434 planos ativos do país não preveem nenhuma livre escolha de prestador, conforme a base de produtos da ANS
- Unimed
- Bradesco Saúde
- SulAmérica
- Amil
- Porto Seguro
- Omint
- NotreDame Intermédica
- Hapvida
O que é livre escolha de médico e quantos planos a preveem
Livre escolha de prestador é o nome que a ANS dá à cláusula que deixa você consultar, fazer exame ou internar-se fora da rede do plano e pedir o dinheiro de volta depois. No registro de cada produto a agência guarda uma de quatro respostas: ausente, parcial sem internação, parcial com internação e total. No país, 19.408 dos 23.434 planos ativos ficam na primeira: não preveem atendimento fora da rede. E onde a cláusula existe, ela está quase toda no contrato de empresa: 3.287 planos, contra 86 na contratação individual ou familiar.
- 4.026planos ativos no país preveem alguma livre escolha de prestador
- 82,8%dos 23.434 planos ativos não preveem livre escolha nenhuma
- 3.287dos planos com livre escolha estão no coletivo empresarial
- 86planos individuais ou familiares preveem alguma livre escolha, de 2.411
- Você diz se tem CNPJ e qual médico quer manterO CNPJ abre os planos de empresa, onde está a maior parte da livre escolha; o nome do médico ou da clínica vai no WhatsApp.
- O corretor separa os planos com livre escolha que vendem na sua cidadeOs que só atendem dentro da rede credenciada ficam fora da sua proposta.
- A proposta chega no seu WhatsAppCada plano vem com o preço para as idades de quem entra e a carência. A regra de reembolso, peça ao corretor por escrito.
Sem compromisso: peça a sua proposta agora e decida com calma.

As quatro respostas de livre escolha de médico que a ANS registra
A agência guarda uma resposta por plano, e é ela que diz até onde vai a escolha do prestador.
Quando uma operadora registra um plano na ANS, que é a agência reguladora dos planos de saúde, ela declara se o contrato permite a quem tem o plano usar um prestador fora da rede credenciada e pedir o dinheiro de volta. Prestador, aqui, é o médico, a clínica, o laboratório ou o hospital. São quatro respostas possíveis — quatro graus, do plano que não permite nada ao que permite tudo —, e elas ficam públicas na base de produtos da agência.
Ausente significa que o contrato não abre essa porta: o atendimento é na rede credenciada, e fora dela vale só o que a lei garante em urgência e emergência. Parcial sem internação abre a porta para o que se resolve no consultório e no laboratório, mas não para a internação. Parcial com internação alcança também a cirurgia e o hospital. Total alcança tudo o que o plano cobre.
A contagem abaixo é a do país inteiro, não a de um tipo de contratação. E ela responde a uma pergunta só: até onde vai a escolha do prestador. Quanto volta do que você pagou é outra conta, feita pela tabela de referência da operadora — a lista de preços que ela aplica a cada procedimento —, e essa lista não está no registro da ANS.
| O que a ANS registra | Planos ativos | Fatia | Operadoras |
|---|---|---|---|
| Ausente | 19.408 | 82,8% | 598 |
| Parcial com internação | 2.854 | 12,2% | 151 |
| Parcial sem internação | 1.120 | 4,8% | 59 |
| Total | 52 | 0,2% | 18 |
ANS, base de produtos da saúde suplementar, apurada em 30 de setembro de 2026. Universo: os 23.434 planos com situação ativa no país, exceto os exclusivamente odontológicos.
Onde a livre escolha de médico existe, por tipo de contratação
No contrato de empresa ela aparece em pouco mais de um plano a cada cinco; para quem contrata sozinho, em um a cada vinte e oito.
Somando as três respostas que não são ausente, o país tem 4.026 planos ativos com alguma livre escolha de prestador. Repartidos pelo tipo de contratação, esses planos mostram onde ela está: a cláusula é, na prática, um item do contrato coletivo empresarial.
Para quem contrata sozinho, a conta é dura. Dos 2.411 planos individuais ou familiares ativos, 2.325 estão registrados como ausente — 96,4%. Sobram 86 planos para todo o país. Quem paga do próprio bolso e quer manter o médico de sempre tem a menor oferta das três formas de contratar.
O número do país não é o da sua cidade. Os planos de empresa com livre escolha mostram onde procurar, não quantos vendem perto de você. Por isso a sua proposta parte da cidade onde você mora e só traz os planos vendidos nela.
| Como se contrata | Planos com livre escolha | Total de planos ativos | Fatia |
|---|---|---|---|
| Coletivo empresarial | 3.287 | 15.590 | 21,1% |
| Coletivo por adesão | 653 | 5.433 | 12,0% |
| Individual ou familiar | 86 | 2.411 | 3,6% |
ANS, base de produtos da saúde suplementar, apurada em 30 de setembro de 2026. A coluna soma as respostas parcial sem internação, parcial com internação e total, nos 23.434 planos ativos do país.
Livre escolha de médico parcial ou total: o que muda ao usar
A palavra que separa os dois casos parciais é internação, e é aí que a diferença pesa.
Parcial sem internação é o registro de 1.120 planos ativos no país. Nele, a consulta no consultório de fora, o exame no laboratório de fora e a terapia com o profissional de fora entram no reembolso. A internação e a cirurgia, não: essas só na rede credenciada.
Parcial com internação é o registro de 2.854 planos e o caso mais comum entre os que preveem alguma livre escolha. Ele alcança também o hospital e o centro cirúrgico. A diferença entre os dois pesa justamente no evento mais caro, que é a internação.
Total é o registro de 52 planos, 0,2% dos 23.434 ativos do país, em 18 operadoras. O que ele libera é a escolha de qualquer prestador, para qualquer evento coberto — e não o valor que a operadora devolve, que continua saindo do contrato.
Na hora de comparar, guarde esta distinção: o registro da ANS diz até onde vai a escolha; o contrato diz quais eventos entram, com qual regra de cálculo e com qual limite. Dois planos com o mesmo registro podem listar eventos diferentes.
ANS, base de produtos da saúde suplementar, apurada em 30 de setembro de 2026, nos 23.434 planos ativos do país.
Livre escolha de médico: de onde vem a expressão e o que a lei garante
A expressão nasceu no seguro saúde — e mesmo quem não tem a cláusula no contrato conta com o reembolso de urgência.
A expressão vem da lei. O artigo 1º, § 1º, da Lei 9.656/1998 define a seguradora especializada em saúde como a que cobre riscos de assistência mediante livre escolha pelo segurado do prestador e reembolso de despesas. Nasceu ali e passou ao registro de todos os planos. A Resolução CONSU 8/1998, no artigo 1º, § 2º, guarda o mesmo princípio quando trata de seguradora: os mecanismos financeiros que ela usa não podem desvirtuar essa livre escolha.
Mesmo sem a cláusula no contrato, ninguém fica sem nada. O artigo 12, inciso VI, da mesma lei obriga o reembolso das despesas com assistência à saúde em casos de urgência ou emergência, quando não for possível usar os serviços próprios, contratados, credenciados ou referenciados pela operadora. Vale também nos 19.408 planos registrados como ausente.
A diferença de finalidade é o que decide a compra. A garantia da lei existe para o imprevisto: você passou mal longe da rede e se atendeu onde deu. A cláusula de livre escolha existe para a decisão planejada: o cirurgião que você quer, a clínica em que você confia, o obstetra que acompanha a gravidez desde o começo.
Lei 9.656/1998, artigo 1º, § 1º, e artigo 12, inciso VI, com o texto conferido no Planalto; Resolução CONSU 8/1998, artigo 1º, § 2º, cujo comando alcança as operadoras de seguros privados.
A carência corre antes de a livre escolha de médico valer
O plano entra em vigor por partes, e o reembolso do consultório de fora da rede segue a carência de cada atendimento.
Carência é o prazo que cada tipo de atendimento leva para ficar liberado depois da assinatura. A cláusula de livre escolha não tem prazo próprio na lei: o que se reembolsa é despesa com evento coberto, e o evento passa a ser coberto quando a carência dele termina. Pela Lei 9.656/1998, artigo 12, inciso V, o limite é de até 24 horas para urgência e emergência, até 180 dias para os demais casos e até 300 dias para parto a termo.
Na prática, quem assina em março pensando em consultar em abril o médico de fora da rede precisa olhar a carência de consulta escrita no contrato. Cada operadora pratica a sua dentro do limite legal, e algumas reduzem em campanha — por isso a sua proposta traz a carência de cada plano ao lado da cláusula.
A exceção é a urgência e a emergência, que a lei alcança em até 24 horas. E nelas o reembolso já é obrigatório de qualquer forma, com ou sem cláusula de livre escolha no contrato.
Lei 9.656/1998, artigo 12, incisos V e VI.
O que perguntar antes de assinar um plano com livre escolha de médico
O registro da ANS diz até onde vai a escolha do prestador; o contrato diz quanto você recebe de volta.
Quatro perguntas resolvem quase tudo; faça as quatro ao corretor e peça a resposta por escrito. Quais eventos aceitam prestador de fora. Qual a tabela de referência que vai calcular o valor devolvido. Se existe limite por evento, por ano ou por pessoa. E qual o prazo e quais os documentos para pedir o reembolso.
A segunda é a que mais surpreende. O que volta não é o que você pagou: é o que a tabela de referência da operadora prevê para aquele procedimento, aplicada do jeito que o contrato descreve. Por isso a resposta tem de vir com o número, e não com a promessa de que o plano reembolsa.
Há ainda uma pergunta que não é para a operadora: é para o consultório do médico que você quer manter. Pergunte como ele emite o recibo e o que costuma constar nele. Sem a papelada que a operadora exige, a cláusula não se realiza na prática, mesmo estando no contrato.
ANS, base de produtos da saúde suplementar, apurada em 30 de setembro de 2026. As condições de cada cláusula de reembolso constam do contrato firmado com a operadora, não do registro do produto.
Livre escolha de médico: as quatro respostas da ANS lado a lado
O que cada registro permite e quantos planos existem em cada um.
| Ausente | Parcial sem internação | Parcial com internação | Total | |
|---|---|---|---|---|
| Consulta ou exame fora da rede | Não prevista | Prevista | Prevista | Prevista |
| Internação fora da rede | Não prevista | Não prevista | Prevista | Prevista |
| Reembolso em urgência e emergência | Garantido em lei | Garantido em lei | Garantido em lei | Garantido em lei |
| Quanto volta do que se pagou | Só o reembolso da lei | Conforme o contrato | Conforme o contrato | Conforme o contrato |
| Planos ativos no país | 19.408 | 1.120 | 2.854 | 52 |
| Operadoras que registram | 598 | 59 | 151 | 18 |
Essas quatro respostas são as únicas que o registro da ANS admite no campo de livre escolha de prestador. Parcial e total descrevem até onde vai a escolha, não o valor que a operadora devolve — esse vem da tabela de referência escrita no contrato. A garantia de reembolso em urgência e emergência é do artigo 12, inciso VI, da Lei 9.656/1998.
Erros que custam caro em plano com livre escolha de médico
- Confundir rede grande com livre escolha de médicoSão coisas distintas. Rede ampla é muito prestador credenciado; livre escolha é poder sair da rede. Nos 23.434 planos ativos do país, 19.408 não preveem essa saída.
- Supor que o plano devolve o que você pagouO valor devolvido sai da tabela de referência da operadora, não do recibo do médico. É a conta que precisa estar por escrito antes de assinar.
- Procurar livre escolha só no plano individual tendo CNPJDos 2.411 planos individuais ou familiares ativos, 86 preveem alguma livre escolha. No contrato de empresa, são 3.287.
- Ler parcial sem internação como se cobrisse cirurgiaNão cobre. Nesse registro, o hospital e o centro cirúrgico ficam restritos à rede credenciada — e é aí que a conta é alta.
- Deixar de pedir a lista de eventos por escritoO registro da ANS informa até onde vai a escolha do prestador. Quais procedimentos entram, com qual limite e em qual prazo, quem diz é o contrato.
Livre escolha de médico conferida antes de você assinar
O corretor separa os planos com livre escolha registrada na ANS que vendem na sua cidade e diz, plano por plano, até onde ela vai: só consulta e exame, ou também internação. Se ficar na rede credenciada resolve melhor o seu caso, ele diz isso também.
O registro conferido na fonte
Quantos planos preveem livre escolha, e em que grau, sai da base de produtos da própria ANS.
O consultório e a internação
Pergunte ao corretor, plano por plano, se a livre escolha alcança só o consultório ou também o hospital.
Corretor habilitado, não robô
Quem monta a sua proposta e explica cada cláusula é uma pessoa registrada para intermediar o contrato.
A proposta no seu WhatsApp
Os planos com livre escolha que vendem na sua cidade, com o preço para as idades de quem entra.
Perguntas frequentes sobre plano de saúde com livre escolha de médico
As dúvidas de quem quer manter o próprio médico, com o registro da ANS e a lei na mão.
O que é livre escolha de médico no plano de saúde?
É a cláusula que permite consultar um médico, uma clínica, um laboratório ou um hospital fora da rede credenciada, pagar pelo atendimento e pedir reembolso à operadora depois. A ANS chama isso de livre escolha de prestador e registra, em cada plano, até onde essa permissão vai.
Posso escolher qualquer médico no plano de saúde?
Depende do plano, e na maioria não. A ANS registra esse dado em cada produto, e nos 23.434 planos ativos do país 19.408 aparecem como ausente, ou seja, não preveem atendimento fora da rede credenciada. Onde a cláusula existe, ela pode alcançar só o consultório ou também a internação. Diga se tem CNPJ e receba os planos com livre escolha que vendem na sua cidade.
Quantos planos de saúde têm livre escolha de médico?
São 4.026 dos 23.434 planos ativos no país, ou 17,2%: 2.854 com registro parcial com internação, 1.120 parcial sem internação e 52 total. Os outros 19.408 estão registrados como ausente. A contagem é da base de produtos da ANS, apurada em 30 de setembro de 2026.
Plano individual tem livre escolha de médico?
Tem, mas é raro. Dos 2.411 planos individuais ou familiares ativos, 86 preveem alguma livre escolha de prestador e 2.325 estão registrados como ausente — 96,4%. No coletivo empresarial a proporção é outra: 3.287 dos 15.590 planos ativos.
Qual a diferença entre livre escolha parcial e total?
A parcial limita os eventos em que você pode sair da rede. Parcial sem internação vale para consulta, exame e terapia, não para internação. Parcial com internação alcança também hospital e cirurgia. Total alcança todo evento que o plano cobre, e existe em 52 planos ativos no país.
Livre escolha de médico é a mesma coisa que reembolso?
São coisas ligadas, não iguais. A livre escolha é a permissão de usar um prestador fora da rede; o reembolso é o pagamento que vem depois. Existe reembolso sem livre escolha contratada, nos casos de urgência e emergência que a lei garante, e existe livre escolha cujo reembolso devolve pouco.
Plano sem livre escolha reembolsa alguma coisa?
Reembolsa nos casos de urgência e emergência em que não for possível usar a rede credenciada. É o artigo 12, inciso VI, da Lei 9.656/1998, e ele vale em todos os produtos, com pagamento conforme a relação de preços praticada pelo próprio plano. Fora dessa situação, sem cláusula não há reembolso.
Livre escolha de médico devolve tudo que eu pagar?
Não é o que costuma acontecer, e o contrato explica por quê. O valor devolvido é calculado pela tabela de referência da operadora aplicada ao procedimento, e não pelo recibo que o médico emitiu. Peça essa regra ao corretor por escrito antes de assinar.
A livre escolha vale desde o primeiro dia do plano?
Não: ela acompanha a cobertura, e a cobertura cumpre carência. Pela Lei 9.656/1998, artigo 12, inciso V, o prazo é de até 24 horas para urgência e emergência, até 180 dias para os demais casos e até 300 dias para parto a termo. Dentro desses tetos, o prazo muda de operadora para operadora: saiba na proposta a carência de cada plano.
Onde eu vejo se o meu plano tem livre escolha de médico?
O contrato traz o número de registro do plano na ANS, e é por ele que se consulta o campo de livre escolha de prestador na base de produtos da agência. O próprio contrato também descreve, no capítulo de reembolso, quais eventos aceitam prestador de fora.
Plano com livre escolha de médico é mais caro?
Não existe um valor único para essa comparação: a mensalidade muda com a cidade, os hospitais, o que o plano cobre e a idade de cada pessoa. O que a base mostra é que a cláusula é rara e está concentrada no contrato coletivo empresarial, o que reduz as opções de quem contrata sozinho. O preço sai pelas idades de quem entra: receba o preço dos planos com livre escolha.
Vocês são uma operadora de plano de saúde?
Não. Atuamos na intermediação: um corretor habilitado monta a sua proposta com planos de operadoras registradas na ANS. Você não paga nada ao corretor: quem remunera a corretagem é a operadora do plano que você escolher.
Receba a proposta com os planos que deixam escolher o médico
Na sua proposta entram só planos com livre escolha registrada, cada um com o preço para as idades de quem entra e a carência. Antes de assinar, pergunte ao corretor como cada um calcula o reembolso.